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segunda-feira, 15 de junho de 2015

3 ÁLBUNS DE MÚSICA ELETRÔNICA QUE VOCÊ PRECISA OUVIR





Não é novidade que o ano de 2015 começou bombante para os amantes de música eletrônica, mas vez ou outra algumas coisas passam despercebidas até pelos fãs mais fiéis do estilo. Eu, como o bom deejay que sou, faço meu trabalho e escuto milhares de músicas novas diariamente. Mas ultimamente tenho voltado minha atenção também para os álbuns completos - cada vez mais comuns entre os artistas do estilo. 


Se há 10 anos atrás era muito difícil você ter ou conhecer algum CD de um artista que tocava exclusivamente música eletrônica, hoje em dia os grandes nomes do cenário (a maioria deejays também, of course) não estão perdendo tempo em contar sua historinha através de um álbum completo, deixando um pouco de lado os tão usuais EPs, que no máximo vem com várias versões da mesma música.




O mais fantástico nisso tudo é que agora podemos conhecer de verdade os artistas que tanto gostamos e entender a tal "historinha" que os roqueiros e artistas de outros estilos já vem contando com seus álbuns há muitos anos. Vamos lá!




1 - "Forever" by ALESSO




O sueco Alessandro Lindblad tem apenas 23 anos e desde os 17 (oi?) vem emplacando hit após hit nas paradas musicais mundiais. Originalmente, Alesso toca e produz progressive house, mas a mania que o pessoal tem que classificar tudo como "EDM" acabou o jogando um pouco pra esse lado. Deixando de lado as polêmicas, desde o início ele se mostrou um ótimo músico, trazendo canções cheias de melodias marcantes.


E recentemente lançou seu álbum com várias músicas, incluindo alguns hits que já enjoamos dos anos passado e retrasado, como "Under Control", sua parceria com Calvin Harris (bobo que ele não é, eu também colocaria, é claro). Mas tirando os ares de coisa velha, ele também traz músicas novas como "Cool", que usa samplers de "Get Outta My Way", da australiana Kylie Minogue, e outras novidades que surpreendem até certo ponto. Eu juro que quando comecei a escutar, tinha achado muito arroz com feijão, mas ao decorrer do álbum fui mudando de opinião, até que a última música me convenceu de fato, uma instrumental maravilhosa, que você pode ouvir a seguir:






2 - "True Colors" by ZEDD


O alemão Anton Zaslavski, mais carinhosamente conhecido como Zedd, também lançou seu novo álbum recentemente; álbum este que inclui seu último sucesso, a parceria com a cantora americana Selena Gomez, "I Want You To Know". Zedd recentemente também polemizou dizendo que não é DJ de EDM, e meio que provou isso com seu novo trabalho de estúdio. 



Fugindo do lugar comum que temos escutado hoje em dia com o tal do EDM, ele conseguiu fazer um álbum completinho, usando e abusando do progressive house moderno, com pitadinhas de elementos "Daft Punk" no decorrer dessa história e até pesando a mão em alguns momentos, coisa rara de se ver em álbuns que o objetivo é comercial. Não é de hoje que eu canto a pedra que esse menino tem muito futuro pela frente. Seu último álbum já tinha provado isso, apesar do relativo sucesso, e apesar de muitos o criticarem dizendo que suas músicas todas são muito parecidas, talvez agora ele tenha conseguido derrubar essa tese também. 



Trouxe novidades minha gente, coisa rara na música eletrônica. Novidades inclusive que ele tinha já trazido um pouco pro álbum da Lady Gaga, o "Artpop", lá em 2013, mas que talvez as pessoas não estivessem ainda tão preparadas pra receber. Bom, o futuro chegou, e você escuta uma das músicas a seguir, o recém lançado single "Beautiful Now", em parceria com Jon Bellion:





3 - "Pharmacy" by GALANTIS


Galantis é uma dupla formada em 2012 na Suécia, composta por Christian “Bloodshy” Karlsson e Linus Eklöw. Vieram a conhecimento do público com o sucesso de sua música "Runaway (U & I)", e não muito tempo depois presentearam a humanidade com o maravilhoso álbum que se chama "Pharmacy". O que dizer? 
Em meio a essa onda de farofa EDM que estamos vivendo na música eletrônica, eles trouxeram lá do fundo do baú o house clássico, aquele dance gostoso que tantos de nós já dançamos em tantas situações diferentes, e contextualizaram pro momento que vivemos agora, fazendo assim com que tudo soe moderno, 2016, uma coisa bem chique. Dos 3 álbuns, com certeza é o meu preferido, já escutei mil vezes e não canso. Fora a "viagem" que é esse gato presente em todo material deles, rs. A seguir você pode escutar a faixa que abre o álbum, a animada "Forever Tonight": 



Os três álbums já estão a venda no Itunes e em outras lojas eletrônicas de venda de música, só procurar no Google, mas também você acha já muita coisa em streaming, no Youtube ou em outros serviços.

segunda-feira, 9 de março de 2015

VIDA DE DJ

DJ, deejay, disco-jóquei... são alguns nomes para descrever essa classe de trabalhadores noturnos que muitas vezes são os grandes responsáveis pelo sucesso de um evento, principalmente daqueles que tocam música eletrônica.


É claro que existem outros fatores, como localização e bom atendimento; mas nós, DJs, sabemos que também temos uma boa parcela de responsabilidade pela animação e qualidade da festa. E para aqueles que acham que o trabalho dele só se resume a isso, vamos então fazer uma leitura do que é ser DJ, aproveitando o dia de hoje, o Dia Internacional do DJ.


O QUE FAZEM, ONDE VIVEM, O QUE COMEM?


O disc jockey ou disco-jóquei no português, é um artista profissional que seleciona e mixa (toca) as mais diferentes composições para um determinado público alvo em rádios e pistas de dança de bailes, clubes, boates e danceterias. Desde os primórdios das rádios, por volta dos anos 50, os locutores já eram conhecidos por essa denominação também.


MATERIAL DE TRABALHO

Primeiramente, todos trabalhavam com discos em gramofones, depois com os LPs (long plays), mais tarde com os CDs (compact disc) e atualmente com os MP3s (MPEG-1 layer 3). E é indispensável um headphone especializado para DJs (que pode custar muito caro). 


MIXAGEM

A mixagem, o trabalho do DJ na hora do show, é a arte de aumentar o volume de uma música e abaixar o volume da tocada anteriormente sem as pessoas perceberem que se está fazendo isso. Parece difícil, não é? Mas tem que se considerar o feeling também, que é uma "leitura" que o DJ faz da pista quando começa a tocar, pra saber o que a pista está "querendo" ou "pedindo"


Obs.: Mas veja que aqui que não estou falando que de escrever o nome da sua diva no celular e esfregar na cara do DJ. Isso é algo que ele vai fazer por conta própria, por sua própria experiência em comandar a vibe do momento. Tem que confiar! ;)


O TRABALHO CONTINUA

Mas o trabalho do DJ não começa e nem termina aí. Os equipamentos a cada dia são reformulados e tem novas versões lançadas, com efeitos e funções nunca antes imaginadas e telas sensíveis ao toque - o que já dificulta um pouco nosso trabalho, pois apesar de muita coisa ser intuitiva, muita coisa também é só "brincando" que se aprende, e são poucos DJs que, pelo menos de início, tem contato com alguma aparelhagem mais moderna, se não desembolsam uma quantia enorme e compram a sua própria. 


CONTINUA! REALLY???

É claro, também tem a exaustiva pesquisa, que ocorre em qualquer momento que não seja aquele que ele tá lá na cabine. É, é verdade... o restante todo da vida do DJ é pesquisar, pesquisar e... escutar! Só assim podemos recolher um bom material para agradar ouvidos dos mais distraídos aos mais exigentes. Imagina só, ai do outro lado da telinha, que tem DJ que baixa uma média de 200 músicas por semana! E se cada música tem de 4 a 7 minutos cada, quanto tempo você gastaria para ouvir cada uma delas?


EMPRESÁRIO E MARKETEIRO



O DJ também muitas vezes é seu próprio empresário e marketeiro, se ele não participa de uma agência ou não tem um manager. Nesse caso ele também é o responsável por agenciar-se, organizar as datas, negociar com proprietários de clubes e fazer toda a divulgação através de criação de banners, sets, podcasts, fotos e posts nas redes sociais. UFA! Acabou? Não...


DJ x PRODUTOR


Não confundamos criador com criatura, ou melhor... deixa pra lá! Vamos deixar assim: DJ é o cara que mixa, que toca na boate que você vai. Ou seja, ele toca música prontas, não tem nada ao vivo exceto a ordem e as escolhas, que ele faz na hora mesmo de acordo com seu feeling


Já o produtor ou produtor musical é o cara que faz a música, lá no estúdio ou no home studio, ele cria as batidas, grava os instrumentos e a voz, e monta tudo num processo que vejam só - chama-se também mixagem! Rs! Muitos DJs também são produtores, também produzem em estúdio parte das músicas que tocam ao vivo pra galera se jogar, mas não é regra. Existem ótimos DJs, ótimos produtores e ótimos DJs-produtores.


CORAGEM


E aí, o que achou? É necessário ou não ter coragem pra assumir essa carreira? Soma-se a tudo isso cachês baixos e a insegurança de na maioria esmagadora das vezes não se ter carteira assinada, mais o fato de BBB's e subcelebridades virarem fake DJs e donos de boates preferirem contratá-los do que os pobrezitos trabalhadores da música, e pronto: temos um cenário pouco encorajador para o verdadeiro DJ. Engraçado como tem gente que acha tudo um glamour só ou que chega a duvidar do amor do disc jockey pela música!


DIA INTERNACIONAL

Hoje é o nosso dia! Então porque não desejar o óbvio: 

Sucesso, valorização profissional, paciência e resiliência. União! Uma classe unida conquista muito! Desejo que os BBB's e subcelebridades sumam das cabines, que os donos das boates assinem nossa carteira, porque não? Que as pessoas sejam mais pacientes com seus pedidos e que nos perdoem quando não tocarmos AQUELA música. Que comecem a confiar mais no DJ e evitar de reduzi-lo a uma jukebox. Que os cachês subam, que a satisfação impere! Que tudo aquilo que sempre sonhamos e desejamos se torne realidade... e que nossos olhos nunca parem de brilhar, seja em frente a 10 ou 1000 pessoas.


FELIZ DIA INTERNACIONAL DO DJ!


Felipe de Lima é DJ e produtor musical, tem 30 anos e mora em Belo Horizonte (MG). Para conhecer seu trabalho, curta sua página no Facebook ou então siga seu perfil no Soundcloud. Lá você encontra sets, remixes e muita house music.






sexta-feira, 6 de março de 2015

REMIX CONTEST

"Remix contest" na tradução significa competição de remixes e são criadas por produtores musicais, DJs, cantores ou pessoas envolvidas com a música com o intuito de descobrirem novos talentos e montar um EP com os remixes de determinado sucesso (EP ou "extended play" pra quem não sabe é quando um lançamento possui mais faixas que um single, mas não tem tantas como um álbum). Por exemplo, há um tempo atrás, a cantora Beyoncè fez um remix contest para escolher um produtor que entraria no EP oficial junto com outros grandes nomes da música eletrônica. Essa é uma ótima estratégia para fazer uma música bombar mais, ou mesmo ressuscitar uma antiga lá do fundo do baú e não é a toa que muitos DJs e produtores do mundo da house music usam também essa estratégia. E pra quem está começando, ou mesmo quem já está um tempo na estrada mas quer ficar mais conhecido, é uma ótima chance de mostrar seu trabalho. 


HOUSE NACIONAL


O ano mal começou e já temos dois grandes concursos no âmbito da house nacional. Um deles é o remix contest de "You Won't Bring Me Down" da cantora Nicky Valentine em parceria com o DJ Allan Natal (música que falei sobre o lançamento aqui); e o outro foi aberto ontem e é o remix contest de "Sexercise", da dupla de DJs Altar (ou VMC e Macau), clássico da house nacional muito tocada anos atrás, e que agora deve voltar com tudo, já que o vocal é bem marcante. Quem quiser participar dos concursos e saber as regras e prêmios, pode entrar no site da Omega Hitz para o de "Won't Bring Me Down"; e para o de "Sexercise" é só entrar nos perfis do Soundcloud do VMC e do Macau.


Estou participando dos dois concursos, quem tiver curiosidade pode escutar as minhas versões aqui e aqui. Torçam por mim! Rs!


Felipe de Lima é DJ, tem 30 anos e mora em Belo Horizonte (MG). Para conhecer seu trabalho, curta sua página no Facebook ou então siga seu perfil no Soundcloud. Lá você encontra sets, remixes e muita house music.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O DESFLOP DE GAGA

De acordo com a Wikipedia, flop é uma forma para determinar se algum artista não teve sucesso comercial com as suas obras. E bom, de flop Lady Gaga entende. Depois de ter vendido mais de 12 milhões de cópias do seu álbum de estréia (o "The Fame"), de emplacar duas primeiras posições no HOT 100 da Billboard (com "Just Dance" e "Poker Face"), e alcançar a fama mundial, que foi ainda reafirmada um tempinho depois com o lançamento de "The Fame Monster" e o fantástico vídeo de "Bad Romance", a cantora virou alvo de críticas, ora por sua excentricidade, ora por não conseguir mais o mesmo sucesso (o que é muito relativo, já que "Born This Way" e "Artpop" atingiram a primeira posição de venda de álbuns da Billboard) e viu sua carreira e vida mergulhar num "buraco de avestruz". Lady Gaga, apesar de todo seu brilhantismo como artista, conseguiu a antipatia da audiência.


SER CANTOR SEM SABER CANTAR

Já não é de hoje que o mundo pop é alvo de críticas dos "grandes sábios e entendidos de música". As pessoas acham que uma cantora que tem toda uma bagagem, entende de moda, é excêntrica, faz palhaçadas, ou gosta de entreter através de dança ou shows espetaculares, obrigatoriamente não saberá cantar e terá sua voz controlada em estúdio por autotune (para os leigos, autotune seria um photoshop da voz). É meio óbvio que se use autotune ou algum outro corretor de voz para corrigir alguma falha ou desafinação, mas é meio óbvio também que para ser cantor hoje em dia é necessário saber cantar. Quem inventou que alguém pode ser cantor sem saber fazer o que é mais necessário pra isso? Impossível! Pela minha experiência, a pessoa pode até tentar, tomar um banho de autotune, mas se não souber cantar um pouquinho que seja, vai ficar horrível, nunca chegaria ao nível de ser comercializado. E isso é um fato, não uma opinião. Então, deixando o preconceito de lado, qual o problema com o pop?


POP FAZ INIMIGOS


Diferente de outros ritmos musicais, o pop foi criado para ser chiclete, bater na cabeça das pessoas e fazer gostar de cara. Para isso, se usam melodias simples, influências do ritmo que está mais na moda e claro, muitos efeitos eletrônicos roubados do dance e do house music. Já tem alguns anos que o pop é muito mais parecido com o house do que com qualquer outro ritmo. Pode pegar aí sua listinha de cantores pop e pode ver que a maioria usa e abusa dos elementos eletrônicos. Podemos dizer que hoje o pop é o lado mais comercial e vendável da música eletrônica - não é a toa que David Guetta e Calvin Harris já são considerados música pop, porque eles descobriram a chave do sucesso de vendas. E isso é a alma do pop, esse "feeling" pra criar algo vendável. E claro, isso é um prato cheio para todos os "intelectualóides" e "amantes de boa música" de plantão destilarem seu veneno sobre o pobre ritmo musical.


PRECONCEITO

Se você chegou até aqui, já dá pra imaginar que na verdade o pop sofre é de um grande preconceito. A loucura é tamanha que DJs e amantes de música eletrônica costumam chamar o pop de "lixo musical". Estariam chamando a si mesmos de "lixo"? Todo esse preconceito gera falsos conceitos sobre o artista em si, e daí vem o boato que eles são apenas marionetes do business, que não sabem cantar, que são papagaios de assessores, etc. E com a Gaga, não é diferente. Pouca gente sabe, mas a cantora estudou música na Tisch School of Art de NY, onde foi aceita com apenas 17 anos. Além disso, ela teve seu primeiro show de destaque ao lado de Lady Starlight, no festival Lollapalooza dos EUA. Além de cantar, ela sabe muito sobre moda, já até escreveu artigos para editoriais, o que deve colaborar (e muito!) para sua excentricidade no modo de vestir.


DESCONSTRUÇÃO

Mas apesar do que acham, Lady Gaga é uma mulher inteligente e perspicaz. Depois de ver sua cria - seu excelente álbum "Artpop" - flopar, ela começou a correr atrás de desconstruir a própria imagem. Uma jogada de mestre, eu diria, pois só assim mesmo para dissipar toda aquela antipatia que as pessoas pegaram dela por sua excentricidade toda. Primeiro, ela se ausentou da mídia por um tempo e nas poucas vezes que apareceu se apresentou de forma menos excêntrica. Tratou de fugir do pop e de todos os urubus que ficam ali rondando e esperando a próxima presa desfalecer e atirou para um lado que muitos estranharam - o jazz. Catou Tony Bennet (respeitadíssimo nos EUA) pelo cangote, o encantou com sua voz e gravou um álbum com ele: álbum este que faturou um Grammy e foi muito elogiado pela crítica. Gaga ali mostrava pela primeira vez que sabia cantar mesmo. Afinal, ela sabia cantar jazz, o que pra muitos cantores é um grande desafio ou simplesmente não acontece. Muitos se perguntaram: será que ela se encontrou e não volta pro pop? Será que ela agora só vai cantar jazz? E ela se fez de boba, dizendo que não sabia...


OSCAR

E então, depois de uma ótima apresentação com Bennet no Grammy deste ano, ela se apresenta no Oscar 2015, cantando um tributo ao filme "A Noviça Rebelde". Uma apresentação impecável, uma das mais lindas que o Oscar já teve, que lhe rendeu elogios até do hater mais odioso, pode apostar. E assim ela conseguiu o que queria: desconstruiu sua própria imagem para provar para o mundo que sabia cantar. Eu já sabia disso tudo que o mundo só descobriu ontem a noite, e posso dizer que ela é tudo isso sim - e mais um pouco. Duvido que ela deixe o pop de lado, mas uma coisa é certa, Gaga ontem provou que pode também ressurgir das cinzas. E essa arte de se construir, desconstruir e se reconstruir já vimos muito por aí em uma outra artista, que hoje tem quase 60 anos e ainda consegue esse feito. Será que Gaga também dura até os 60? Eu acho que sim! Assista a apresentação da cantora abaixo:




REMIX

Quem me conhece sabe que sou fã, foi a artista que nesses anos de produtor eu mais remixei. Um dos primeiros remixes que fiz na minha vida foi de "Just Dance" e desde então não parei até seu último single, "G.U.Y", que você pode conferir aqui.


Felipe de Lima é DJ, tem 30 anos e mora em Belo Horizonte (MG). Para conhecer seu trabalho, curta sua página no Facebook ou então siga seu perfil no Soundcloud. Lá você encontra sets, remixes e muita house music.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

GAROTADA LEGAL

Não é de hoje que o indie e o eletrônico dão uma namorada: além dos cantores e bandas de indie pop que usam e abusam de elementos eletrônicos, os artistas do indie rock freqüentemente também o fazem; um exemplo é a banda Muse, que mesmo tendo o rock como seu som principal, não deixa de usar sintetizadores e outros instrumentos bem característicos do house music em algumas de suas músicas.


ECHOSMITH

Echosmith é uma banda de indie rock americana, formada na Califórnia em 2009 por quatro irmãos bem novinhos - o que não os impediu de se juntarem para fazer um som, diga-se de passagem, bem cool. Eles dizem ter influências de algumas bandas de indie, como o Muse citado ai em cima, e outras que fizeram muito sucesso nos anos 80. E daí vemos de onde saiu a influência eletrônica em algumas músicas de seu álbum de estréia "Talking Dreams" (afinal, os 80 tiveram muitas bandas de rock que usavam e abusavam também do eletrônico).


TALKING DREAMS

O primeiro álbum da banda estreou em 2013, mas como o mundo da música às vezes é imprevisível, apesar de terem feito relativo sucesso na estreia, o álbum e a banda voltaram aos holofotes agora nesse final de 2014, com o mesmo single de lançamento, "Cool Kids". O álbum é de indie rock, claro, com essas pequenas influências eletrônicas através de teclados e sintetizadores (como o toquinho principal de "Cool Kids") e sofre uma evolução ao longo das músicas chegando a um ponto que quase tromba com o country americano, uma agradável surpresa que encaixou perfeitamente com o clima descontraído desses garotos.


COOL KIDS

"Cool Kids" teve um crescimento bacana, chegou na posição 13 do Billboard Hot 100, e já vem tocando nas rádios brasileiras há algum tempo. "Come Together", uma outra música ótima do álbum (também recheada de elementos eletrônicos), fez parte de uma propaganda da Samsung, mas não foi lançada ainda como single. Parece que o próximo single da banda será "Bright", uma baladinha que o forte é o violão e a doce voz da Sydney Sierota, vocalista da banda. Sydney também faz a parte "eletrônica" em "Cool Kids", pois nas apresentações ao vivo ela toca um sintetizador ao lado dos irmãos, que comandam os outros instrumentos. Assista abaixo o clipe da música:




REMIX

Já gosto de "Cool Kids" tem um tempo, não só dela como do restante do álbum também, e gostei muito da voz da Sydney, achei que ficaria legal um remix. Essa semana consegui a acapella e resolvi arriscar fazer um remix mais alegre, mas sem perder a melodia tão particular dessa música. Ouça ou baixe o remix aqui.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ABSOLUTAMENTE DEBORAH

Já ouviu falar em Deborah Cox? Pode não ser um nome muito conhecido entre os adoradores das divas pop do momento, como Lady Gaga, Katy Perry e Beyoncè, mas entre os maiores de 30 provavelmente você achará vários que a conhecem e já dançaram muito ao som de suas músicas nas pistas daqui do Brasil e do exterior também.


R&B E HOUSE

A cantora e atriz de 40 anos que nasceu no Canadá, começou sua carreira há exatos 20 anos cantando R&B (no estilo de Mariah Carey e Mary J Blige) e já fazendo muito sucesso. Sua música "Nodoby's Supposed To Be Here" mantinha o recorde de maior sucesso das paradas de R&B da Billboard dos EUA, ficando 14 semanas em primeiro lugar (paralelamente com algumas semanas em número 2 no HOT 100 também), até que "Be Without U", da Mary J Blige quebrou seu recorde ficando em 2006 quinze semanas em primeiro lugar (o que também não tira em nada do seu mérito). A cantora também sempre teve suas músicas remixadas por grandes DJs da cena de club/tribal house, como Hex Hector e Tony Moran, o que também a contemplou com 12 primeiros lugares no chart Hot Dance Club Play também da Billboard; além de colaborações com grandes nomes da música como seu dueto em "Same Script, Differente Cast" com Whitney Houston


CARREIRA PARALELA

Deborah Cox também é atriz e já participou de trabalhos como Jekyll & Hide e AIDA - este último de onde saiu um de seus mais famosos trabalhos, o fantástico remix de Tony Moran para "Easy As Life", uma das músicas do espetáculo. Uma de suas mais recentes colaborações foi a participação no filme feito para a TV sobre a vida de Whitney Houston, onde ela fez a "voz" desta, cantando todos os clássicos da diva falecida em 2012.


NOVO SINGLE


Recentemente também, mais precisamente nessa semana, Deborah anunciou sua volta às pistas e às rádios com o o single "Kinda Miss You", carro-chefe de seu novo álbum chamado "Work of Art", com influências de electro house atual e pop inglês, bem dançante, com uma letra bacana e um refrão que cola depois de ouvir a música por algumas vezes. Muita gente criticou porque esperava sua volta ao R&B - mas como um grande conhecedor de sua música e sua carreira, posso dizer que apesar de pender muito pro lado do pop eletrônico, essa música está mais com a cara dela do que seus últimos trabalhos. Tudo bem, o refrão não é tão poderoso quanto "Easy as Life" ou "Nobody's Supposed To Be Here", mas isso não tira o brilho dessa fantástica performance que ela nos presenteou. Me fez voltar 10 anos no tempo e lembrar de como era bom dançar e gritar até berrar suas músicas, sempre carregadas de emoção. Aguardando ansiosamente por esse novo álbum! Para ouvir o novo single, assista o vídeo abaixo:



PISTA

Eu como o grande admirador do seu trabalho, não pude deixar também de dar um pitaco nessa celebração de 20 anos de carreira e ressuscitei lá do fundo do baú um de seus maiores clássicos: "Absolutely Not". Tentei fazer um remix atual sem que perdesse o charme e a melodia tão características da música e apesar de ter dado uma trabalheira pra acertar tudo, fiquei satisfeito com o resultado, bem dançante. Espero que gostem também! Para ouvir ou baixar, só clicar aqui.



Felipe de Lima é DJ, tem 30 anos e mora em Belo Horizonte (MG). Para conhecer seu trabalho, curta sua página no Facebook ou então siga seu perfil no Soundcloud. Lá você encontra sets, remixes e muita house music.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

YOU WON'T BRING ME DOWN



Já dá pra ver que 2015 começou com tudo mesmo no mundo da house music e mais precisamente no Brasil não está sendo diferente! Resultado: novo single da cantora Nicky Valentine em parceria com o DJ Allan Natal. O lançamento oficial no Itunes foi no dia 09 de fevereiro, e o EP conta com 4 versões: original, club, radio edit e orchestral.




NICKY
Foto: Nicky Valentine

A cantora Nicky Valentine é de São Paulo e fez seu debut na cena com um single em parceria com o DJ Morais (residente da The Week) chamado "Give Me Some More". Tive o prazer de fazer um remix pra essa música a convite do Morais e lembro que na época gostei de cara da Nicky pela sua potência e qualidade vocal, além de cantar em inglês muito bem (muitas vezes um impedimento pra algumas cantoras, já que a house music como todos sabem tem uma forte influência dessa língua). É incrível ver também como ela evoluiu como artista desde então e hoje posso dizer sem arriscar que na cena de house nacional, Nicky é uma das mais preparadas e completas, sempre nos presenteando com trabalhos de qualidade. Há pouco tempo atrás, investiu também no pop - o que também é muito inteligente, já que no Brasil o ritmo tem um nicho muito pouco explorado. Mas pelo visto, as raízes na house music vão ter sempre seu lugar, pois nesse novo trabalho ela conseguiu chegar a um nível que compete tranquilamente com lançamento internacionais da área. Acesse aqui a página oficial da cantora no Facebook.


ALLAN
Foto: Allan Natal

O DJ e produtor Allan Natal é meu conterrâneo aqui de Belo Horizonte e já tive o prazer também de dividir a cabine com ele por várias vezes. Assim pude acompanhar de perto sua carreira e seu trabalho desde o início, já que sempre o vi tocar nos clubes. Um cara muito profissional, que sempre fez um som impecável nas pick-ups, cheio de qualidade e personalidade, e que há muito tempo também produz (foi um dos primeiros a produzir pro público do tribal house aqui no Brasil, diga-se de passagem; e hoje um dos melhores, sem dúvidas). Allan também é bem reconhecido na cena gringa, principalmente no México, onde tem uma base de fãs talvez tão grande quanto a que tem aqui no Brasil. Já tem um tempinho que ele vem lançando um hit atrás do outro (como a ótima "Perfect Universe" em parceria com a cantora espanhola Soraya Naoyin), e acho que dessa vez não será diferente. Você pode conferir os outros trabalhos do DJ em seu perfil no Soundcloud.


SEMPRE PRA CIMA

"You Won't Bring Me Down" tem vocais poderosos da Nicky, em uma letra que provavelmente vai ficar na sua cabeça depois de ouvir algumas vezes, além de uma produção impecável carregada de emoção. Tem uma linda melodia com violinos e guitarras nos breaks (que eu particularmente gosto muito e acho que sempre tem seu lugar); e batidas beeem dançantes, com alguns sintetizadores mais agressivos que fazem sua função - pesar um pouco na hora que é pra se jogar. Perfeita para o cenário que quer atingir: o do club e tribal house. Um excelente trabalho que só me faz acreditar mais que temos sim que valorizar o que é nosso! Um ótimo recado pros donos de clubes que vivem de atrações internacionais. Para ouvir a Radio Edit, você pode clicar aqui


Felipe de Lima é DJ, tem 30 anos e mora em Belo Horizonte (MG). Para conhecer seu trabalho, curta sua página no Facebook ou então siga seu perfil no Soundcloud. Lá você encontra sets, remixes e muita house music.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PRAYING FOR GOD

Foto: Calvin Harris
E aí está ele de volta, dando o que falar. Há poucas horas o superstar DJ Calvin Harris soltou em seu perfil do Soundcloud um remix de uma das músicas de seu último álbum "Motion" com vocais das irmãs do HAIM. O remix foi feito em parceria com o DJ Mike Pickering e carrega também o nome "Hacienda", que vem do clube The Haçienda, um dos principais clubes de house da década de 80 e 90, clube este que Mike trabalhou também. Conseguem pegar o contexto?

PRAY FOR GOD

Foto: HAIM
A música se chama "Pray For God" e a versão original que está no álbum tem a pegada de sempre do Calvin Harris, aquele progressivo bem animado que dá vontade de sair pulando por ai. Conta com as belíssimas vozes da HAIM, que é uma banda de indie rock de Los Angeles (EUA), formada por três jovens irmãs super entendidas de moda (e que inclusive neste último Grammy foram indicadas a artista revelação e foram consideradas as mais bem vestidas do evento). 


CLIPE

O clipe também foi lançado poucas horas depois do remix, foi dirigido por Emil Nava (responsável por visuais de Jessie J. e Ellie Goulding) e mostra as irmãs do HAIM na neve brincando com lobos e montadas em cavalos. Um belo clipe, diga-se de passagem. Você pode conferi-lo junto com a música em sua versão original abaixo:




HACIENDA

Foto: Fac 51 The Haçienda
Fac 51 The Haçienda, ou para os íntimos simplesmente The Haçienda, foi um dos clubes mais famosos e importantes para a cena de house mundial. Ficava em Manchester, na Inglaterra e ficou aberto de 82 até 97, tendo como som principal o acid house. Na década de noventa foi considerado o clube mais famoso do mundo, ou seja, muita gente fera frequentou o templo inglês da house music! Inclusive poucos sabem mas o New Order bancou um bom tempo uma parte do clube com dinheiro de venda de discos. O DJ Mike Pickering trabalhava lá em algumas festas também.


DEEP HOUSE
Foto: DJ Mike Pickering

E qual o cenário atual? Deep House. O deep de hoje é mais uma mistura de minimal com beach, mas é fato que ele sempre existiu desde o início da house music. Com suas influências de soul e jazz, ele é mesmo muito parecido com muita coisa feita na década de 80, quando o house começava a engatinhar. A sacada de Calvin Harris? Investir nessa onda com quem muito a conhece, que é seu parceiro musical e ex-DJ da Hacienda, o Mike Pickering. E acertou em cheio.


TOQUE DIVINO

Bem diferente da versão original, o remix de "Pray for God" ainda ficou leve e dançante, na minha humilde opinião combinou até mais com os vocais da HAIM e ainda deu um verdadeiro baile de "como-fazer-o-verdadeiro-house" em muito produtor por ai, viu! Acho que fez muita gente lembrar das recordações e dançar de novo nas pistas da Hacienda (eu não, que era apenas um bebê, rs). Não sei não, mas essa música ta me "cheirando" a hit, tanto o remix quanto a original! Mas antes de mais nada, confere ai e vê o que acha:



Felipe de Lima é DJ, tem 30 anos e mora em Belo Horizonte (MG). Para conhecer seu trabalho, curta sua página no Facebook ou então siga seu perfil no Soundcloud. Lá você encontra sets, remixes e muita house music.

HOUSE MUSIC

O objetivo desse espaço é falar sobre house music - que está ou não está no mainstream. Quando digo "house", me refiro a muitos estilos e pegadas diferentes, até porque como diz a Wikipedia, o house nada mais é que uma batida 4/4 gerada numa bateria eletrônica, completada com uma sólida (muitas vezes geradas eletronicamente) linha de baixo e, em muitos casos, acréscimos de samplers, ou pequenas porções de voz ou de instrumentos de outras músicas. 


HOUSE E SUAS VERTENTES

Se pegarmos a história do house nos EUA até meados dos anos 90 (o house nasceu em Chicago nos anos 80), por exemplo, veremos uma evolução de ritmos e influências diferentes: acid, electro, tech, progressive, club, tribal, etc. Depois que o ritmo caiu no gosto europeu, algumas dessas vertentes evoluíram com características próprias do continente. O tribal, por exemplo, que teve uma grande influência no house da península ibérica (Portugal e Espanha) por lá recebeu novas nuances e ganhou o simpático nome de balearic, um ritmo que chegou até a tocar bastante no Brasil, em algumas pistas que já tocavam o tribal house. O deep house mesmo que tanto bomba hoje em dia em nossas pistas, nada mais é que uma mistura de minimal com beach house, ritmo muito tocado em lounges europeus dos anos 2000. Dá pra notar que essa música é especial: o house evolui tanto que sempre acaba se reinventando, ano após ano.


WWW, P2P E MP3

Desde os anos 2000 (com o avanço da internet), a música eletrônica teve um grande salto. Enquanto a indústria da música tradicional sofreu um grande colapso com a invenção do MP3 e a posterior febre do compartilhamento pirata, a música eletrônica foi uma das grandes beneficiadas, já que antes disso poucos artistas conseguiam fazer algum sucesso com suas gravadoras independentes ou mesmo a ponto de serem convidados por uma gravadora maior. O independente, o cult, a música do gueto - tudo o que era marginalizado virou pop. Tudo aquilo que era de difícil acesso antes da internet, agora estava ali - bastava alguns cliques e um pouco de paciência (até completar o download). E com isso, DJs se tornaram tão conhecidos quanto cantores e bandas do pop tradicional e se tornaram ídolos pop também, como David Guetta e Calvin Harris, por exemplo. 


MAIS UMA VEZ A INTERNET

E mais uma vez o house music se beneficia da internet. Depois das MP3s e compartilhamentos piratas vieram os programas de produção musical eletrônica. Quem tinha um conhecimento musical prévio somado a esses programas, plugins sampleadores, tutoriais e muita criatividade, já conseguia produzir uma música - que fosse experimental - e assim que a terminasse já se poderia inclusive divulga-la em suas redes sociais para seus amigos ou sua base de fãs. Não é a toa que os DJs se tornaram artistas pop... é só pensar os motivos que os levaram ao pódio. Os que primeiro tiveram essa visão empreendedora, chegaram primeiro por lá.


HOUSE E POP - AMIGOS OU INIMIGOS?

É interessante perceber também que hoje em dia um artista que produz house music pode ser pop também, porque não? A house music se tornou popular, se tornou parte de álbuns de cantoras pop, se tornou parte de músicas de bandas de rock alternativo, se tornou parte do dia a dia das pessoas. E isso não significa que tudo seja um lixo comercial, até porque hoje em dia com tantos reality shows musicais, as pessoas estão cada vez mais entendidas sobre música e qualidade musical, e exigem mais e mais qualidade e criatividade. Na era que vivemos - a da informação rápida, mastigada e compartilhada - no mainstream não existe mais espaço para lixos, mesmo que seja algo que não te agrade. Tenha certeza que aquilo que você julga terrível pode agradar a muitos - e muito! Isso tudo deu um segundo grande salto para a música eletrônica: a profissionalização.


HOUSE PROFISSIONAL

Hoje em dia é necessário para um produtor de house music ter uma música que irá competir em qualidade com as músicas que tocam nas rádios, então o que esperamos da maioria de DJs e produtores de house music é que produzam músicas de qualidade. Com tantos cursos de profissionalização no mercado, não foi muito difícil para o nível de qualidade subir, e claro, nossos ouvidos agradecerem. Isso é sinal que house music de qualidade está sendo feito - e consumido.


SOBRE O BLOG

Não que eu seja um expert em house music e música eletrônica, até porque é um material tão vasto que eu acho quase impossível alguém entender de tudo. Mas mais de 20 anos no mundo da música, dentre aulas de instrumentos musicais, discotecagens e produções musicais me fizeram ter um ouvido razoável e um gosto bem particular. Hoje em dia consigo separar o joio do trigo, consigo perceber as coisas de qualidade e por vez ou outra consegui até antecipar uma tendência ou uma música que fariam sucesso meses mais tarde. E não que eu seja um gênio por isso, simplesmente é uma mistura de amor e observação. Qualquer apaixonado por house music como eu pode chegar a esse nível ou até passá-lo facilmente, basta se dedicar.


SOBRE HOUSE

Mas chega de falar de mim, porque o foco não é esse. Aqui você vai encontrar exatamente isso: meu amor sobre house music, meus conhecimentos sobre a área, músicas novas, artistas em foco, mainstream, pop ou cult. De tudo um pouco porque é disso que eu entendo também, de tudo um pouco. 


Felipe de Lima é DJ, tem 30 anos e mora em Belo Horizonte (MG). Para conhecer seu trabalho, curta sua página no Facebook ou então siga seu perfil no Soundcloud. Lá você encontra sets, remixes e muita house music.